sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Conflitos no oriente médio

O Oriente Médio é uma região que envolve países do oeste da Ásia e do nordeste da África. Grande parte destes países são banhados pelo Mar Vermelho, Mar Mediterrâneo, Golfo Pérsico, Mar Negro e Mar Cáspio.

Clima:
O clima do Oriente Médio é árido e semiárido, o que proporciona o predomínio de uma paisagem vegetal marcada pela presença de espécies xerófilas (nas áreas de clima árido), ou de estepes e pradarias (nas áreas de clima semiárido). Apenas pequenas faixas de terra, na porção litorânea, apresentam climas um pouco mais úmidos, onde há presença de formações vegetais arbustivas.

Atividades Econômicas:
O petróleo é o principal produto responsável pela economia dos países do Oriente Médio. Nessa região está localizada a maior concentração mundial dessa fonte energética (aproximadamente 65% de todo o petróleo mundial). Essa grande quantidade de petróleo, aliada a fatores econômicos e políticos, criou as condições para a formação, em 1960, de um dos mais importantes cartéis do mundo atual, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
Outra atividade econômica importante no Oriente Médio é a agropecuária. Por ser realizada dominantemente de forma tradicional, com uso de pouca tecnologia e mecanização, essa atividade incorpora cerca de 40% da população economicamente ativa. O predomínio de climas áridos e semiáridos na região é bastante prejudicial para o desenvolvimento dessa atividade econômica.
A atividade industrial no Oriente Médio apresenta pouca expressividade. Nos países petrolíferos, há a existência de refinarias e petroquímicas. Outras indústrias se relacionam aos setores mais tradicionais, como o têxtil e o alimentício.
O turismo é outra atividade que vem apresentando importância para alguns países do Oriente Médio, a exemplo de Israel e Turquia (que recebem cerca de 2,5 milhões de turistas por ano).

Religiões:
No Oriente Médio, aproximadamente 238 milhões de pessoas (cerca de 92% da população) são muçulmanas. A maioria pertence às seitas sunita e xiita (sugeridas logo após a morte do profeta Maomé, em 632 d.C.). Há grupos menores de mulçumanos, como os drusos e os alauitas.

A região abriga ainda cerca de 13 milhões de cristãos, muitos de igrejas árabes, como a copta ou a maronita, que estão entre as mais antigas do cristianismo. Além disso, também vivem no Oriente Médio cerca de 6 milhões de judeus, quase todos em Israel. A migração desses deu-se em ondas, originárias primeiro da Europa e, depois, de todo o mundo. Por isso, no Estado judeu encontram-se inúmeros grupos étnicos cujas culturas, tradições, orientações políticas e práticas religiosas variam muito e são livremente expressas.

Informações importantes sobre o Oriente Médio:
- Os seguintes países fazem parte do Oriente Médio: Arábia Saudita, Bahrein, Chipre, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Israel, Irã, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Palestina, Omã, Qatar, Síria e Turquia.
- A maior parte da população desta região é formada por árabes.
- A exploração de petróleo é a principal atividade econômica da região, com destaque para Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque, Irã e Bahrein.
- A região vem enfrentando nas últimas décadas vários conflitos, sendo que o principal deles envolve disputas territoriais, entre árabes e israelenses, na região da Palestina. Na década de 1990, podemos destacar também o conflito militar conhecido por Guerra do Golfo.
- A língua árabe é a mais falada no Oriente Médio.
- No aspecto geográfico, podemos destacar a presença de dois grandes desertos: o deserto da Arábia (na Península Arábica) e o deserto do Saara (no Egito).
- Quatros rios se destacam no Oriente Médio: rio Nilo (Egito), Tigre (Iraque, Síria, Turquia), Eufrates (Iraque e Síria) e o rio Jordão (Israel e Jordânia).
- Do ponto de vista histórico, o Oriente Médio é considerado o berço das grandes civilizações do passado. Podemos citar como exemplos as civilizações antigas da Mesopotâmia e do Egito. Na Península Arábica também se desenvolveu, a partir do século VIII, o Império Árabe.
- Do ponto de vista religioso, o Oriente Médio também é de extrema importância, pois foi o berço do surgimento do judaísmo, cristianismo e islamismo.

Os conflitos:
Os conflitos que hoje assolam o Oriente Médio têm diferentes motivos. O principal deles diz respeito ao território: israelenses e palestinos lutam para assegurar terras sobre as quais, segundo eles, têm direito milenar. Outra questão diz respeito à cultura e à imposição de valores ocidentais às milenares tradições orientais. Pode-se ainda mencionar o fator econômico - talvez o preponderante: potências capitalistas desejam estabelecer um ponto estratégico na mais rica região petrolífera do planeta. E ainda existe a questão política.
As tensões perduram há séculos. Expulsos da Palestina pelos romanos já no século 1 da Era Cristã, os judeus acalentaram durante séculos o sonho de retornar à "Terra Prometida", enfrentando todo tipo de discriminação e perseguição. Todavia, o território, durante sua ausência, foi ocupado por outros povos que, igualmente, sentem-se no direito de nele permanecer de modo autônomo.
Durante o domínio britânico sobre a região, os ingleses permitiram a compra de terras na Palestina por ricos judeus de todo mundo que começaram a reocupar a região. Essa maciça migração de judeus para a Terra Santa chamou-se Sionismo, em referência à Colina de Sion, em Jerusalém.
Os ingleses após a Primeira Guerra Mundial, comprometeram-se a ajudar os judeus a construir um Estado livre e independente em território palestino, buscando, assim, enfraquecer os árabes e conquistar vantagens econômicas na região. Entre os anos 1930 e 1940, intensificou-se consideravelmente a imigração judaica para a Palestina.
O descontrolado ingresso de judeus na Palestina acarretou sérios problemas já às vésperas da Segunda Grande Guerra: as áreas de assentamento judeu e palestino não foram delimitadas e grupos de características étnicas e religiosas tão diferentes tiveram que compartilhar o mesmo território, de onde resultam graves hostilidades entre ambos.
Com o holocausto promovido pelos nazistas durante a Segunda Guerra, a opinião pública, sensibilizada com os sofrimentos dos judeus, concordou com a criação de um Estado judeu na Palestina. A recém-criada Organização das Nações Unidas estabeleceu que a solução para os problemas do Oriente Médio seria sua prioridade, com a anuência dos Estados Unidos e da Inglaterra, interessados em estabelecer um aliado na região, já que não confiavam nos Estados árabes que a cercavam. Os palestinos, por sua vez, também almejavam a criação de um Estado independente em território palestino e, para isso, contavam com o apoio dos países árabes.
Em 1947, a ONU estabeleceu a divisão do território palestino entre judeus, que ocupariam 57% das terras com seus 700 mil habitantes, e palestinos, cuja população de cerca de 1,3 milhão de habitantes ocuparia os restantes 43% do território.
Com a retirada das tropas britânicas que ocupavam a região, começou, em 1948, uma guerra entre Israel e a Liga Árabe, criada em 1945 e que reunia Estados Árabes que procuravam defender a independência e a integridade de seus membros. A guerra foi liderada pela Jordânia e pelo Egito. Israel venceu o conflito e ocupou áreas reservadas aos palestinos, ampliando para 75% o domínio sobre as terras da região. O Egito assumiu o controle sobre a Faixa de Gaza e a Jordânia criou a Cisjordânia.

Em 1956, o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser declarou guerra a Inglaterra, França e Israel com o objetivo de assumir definitivamente o controle sobre o canal de Suez, em mãos europeias desde sua construção. Para isso contou com o apoio da União Soviética, país que, no contexto da Guerra Fria, apoiava todas as iniciativas de libertação nacional a fim de conquistar aliados para o bloco socialista. Durante o conflito, Israel ocupou a Península do Sinai, mas, devolveu-a logo em seguida, devido à pressão norte-americana.
Para defender a luta palestina no sentido da criação de um Estado autônomo, foi criada a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), em 1964, tendo como líder Iasser Arafat. Nas fileiras da OLP, surgiu o Al Fatah, braço armado da organização que prega a luta armada e o terrorismo para destruir Israel. A OLP só recentemente foi reconhecida por Israel como representante dos interesses palestinos na questão territorial. Até então, quando havia negociações de paz, seus membros ingressavam em delegações de países árabes como Egito e Jordânia.

Em 1967, novo conflito eclodiu entre árabes e israelenses. Após a retirada das tropas da ONU que guardavam a fronteira entre Egito e Israel, soldados israelenses avançaram sobre a Península do Sinai, a Faixa de Gaza e as colinas de Golã. As sucessivas ocupações de Israel sobre áreas de população palestina obrigaram-na a refugiar-se em países vizinhos - sobretudo ao sul do Líbano - onde passaram a viver em condições subumanas, acarretando problemas para esses países. Além disso, a partir do sul do Líbano, a OLP, passou a bombardear alvos israelenses na Galileia, levando o Exército de Israel a realizar violentas operações de represália contra o território libanês a partir de 1972.
A OLP adotou o terrorismo como estratégia de luta contra Israel que, por sua vez, com amplo apoio das potências ocidentais, desenvolvia respeitável aparato bélico.
Como resposta às invasões israelenses de 1967, no feriado judeu do Yom Kippur (Dia do Perdão) de 1968, Egito e Síria desfecharam ataque simultâneo a Israel que revidou prontamente, vencendo as forças agressoras. Nas áreas que iam sendo ocupadas por Israel, principalmente em Gaza e na Cisjordânia, surgiram colônias judaicas protegidas por soldados israelenses. A estratégia visava consolidar o domínio sobre o território. Atualmente, mais de 170 mil judeus vivem em assentamentos nos territórios ocupados por Israel.
Quando o presidente Anuar Sadat assumiu a presidência do Egito, assumiu uma postura de distanciamento da União Soviética e de aproximação dos Estados Unidos. Daí resultaram conversações de paz entre egípcios e israelenses que resultaram num acordo formalizado em Camp David, em 1979. Assinaram o acordo, sob os olhos do presidente norte-americano Jimmy Carter, o presidente egípcio, Sadat, e o primeiro-ministro israelense, o ultra-direitista, Menahem Begin. O acordo previa que Israel devolveria o Sinai para o Egito até 1982 e que em Gaza e na Cisjordânia nasceria uma "autoridade autônoma", da qual a OLP não participaria, e que governaria essas regiões por 5 anos, até a retirada definitiva de Israel. O acordo não agradou nem aos judeus instalados nas colônias do Sinai, de Gaza e da Cisjordânia, nem muito menos aos árabes que esperavam maiores concessões por parte dos israelenses. Por isso, Sadat, considerado por muitos, traidor da causa árabe no Oriente Médio, foi assassinado em 1981.
Na década de 1980, as negociações sobre o futuro do Oriente Médio não avançaram. De um lado, os árabes iniciam a Intifada, rebelião popular em Gaza, cujo estopim foi o atropelamento e morte de quatro palestinos por um caminhão do exército israelense, em 1987. Adolescentes, munidos de paus e pedras, enfrentaram, nas ruas, os soldados de Israel e o levante se alastrou. A repressão israelense foi brutal. Desde então, os choques entre palestinos e colonos nas áreas de ocupação israelense têm sido frequentes.
Em 1992, porém, a eleição de Itzhak Rabin, membro do Partido Trabalhista, para Primeiro Ministro de Israel, favoreceu a retomada das conversações de paz entre árabes e israelenses. Simultaneamente, Arafat, enfraquecido pelas dissidências internas a OLP, já adotava uma postura menos belicista e mais conciliadora.
A disposição de ambos levou-os, em 1993, a um encontro em Oslo, onde ficou decidido que, de forma gradual, Israel devolveria a Faixa de Gaza (área pobre onde se espremem 800 mil palestinos) e de Jericó, na Jordânia, para a administração direta e autônoma dos palestinos, apesar dos cerca de 100 mil colonos judeus ali instalados permanecerem protegidos pelo exército israelense.
Ao acordo, opuseram-se as facções palestinas hostis a Arafat, alegando que as concessões de Israel eram pequenas frente aos desejos dos palestinos, e os israelenses que habitam as regiões a serem devolvidas. Em 4 de novembro de 1995, durante um comício pela paz na Praça dos Reis, em Tel Aviv, um estudante judeu de 27 anos, membro de uma organização paramilitar de extrema direita, assassinou Itzhak Rabin.
As negociações de paz não avançaram depois da eleição de Benjamin Netanyahu, do Likud, partido de direita israelense, para o cargo de primeiro ministro. Netanyahu não estava disposto a fazer concessões aos palestinos. Todavia, em 1999, realizaram-se eleições gerais em Israel e o Partido Trabalhista, representado agora por Ehud Barak, foi reconduzido ao poder, reabrindo as negociações de paz para a região. O grande obstáculo nesse momento é decidir sobre a situação de Jerusalém, cidade sagrada tanto para judeus quanto para muçulmanos.
Todavia, em setembro de 2000, um episódio marcaria o acirramento das tensões entre palestinos e israelenses, quando Ariel Sharon, líder do Partido Conservador e principal expoente do conservadorismo judeu, "visitou" a Esplanada das Mesquitas em Jerusalém. O ato pareceu uma forte provocação aos árabes e deu início à "nova intifada". Ataques terroristas e confrontos diretos entre palestinos e israelenses tornaram-se cada vez mais frequentes, ameaçando perigosamente as conversações de paz.
A situação, porém, tornou-se mais violenta quando, no início de 2001, o mesmo Ariel Sharon foi eleito Primeiro Ministro de Israel, revelando o sentimento dominante entre os israelenses de não retomar as negociações para a criação do Estado Palestino enquanto durar a intifada.
Diante da violência dos atentados terroristas promovidos pelo Hamas e pelo Hezbolah, grupos extremistas árabes que pregam o extermínio dos judeus, as ações do exército israelense também têm sido cada vez mais cruéis, atingindo, inclusive, a população civil das regiões dominadas.

Faixa de Gaza:
A Faixa de Gaza é um território no Oriente Médio com baixo desenvolvimento, é um dos lugares mais conturbados do mundo por causa das presentes disputas.
O território designado como Faixa de Gaza foi dominado durante séculos pelo Império Otomano. A posse da região só mudou de dono com o término da Primeira Grande Guerra Mundial, quando os britânicos passaram a ter o controle do local. Após o término da Segunda Grande Guerra Mundial  a situação ficou mais tensa no Oriente Médio e foi criado o Estado de Israel. Os conflitos que se ligam à criação e à existência deste fizeram com que a região de Gaza recebesse milhares de refugiados palestinos que foram expulsos de Israel.
O termo “Faixa de Gaza” tem origem na Antiguidade, o nome é uma referência à principal cidade da região, Gaza. O local é situado no Oriente Médio e faz fronteiro com o Egito, ao sul, com Israel, ao norte e leste, e banhado pelo Mar Mediterrâneo. Com aproximadamente 41 Km de extensão, a Faixa de Gaza apresenta largura que varia entre os 6 e 12 Km, totalizando 360 Km². O território foi dividido em cinco partes: Rafah, Khan Yunis, Dayr AL-Balah, Cidade de Gazae Norte de Gaza. É uma região árida de clima temperado, marcada por ser plana, tendo como maior altitude 105 m.
A região apresenta precárias condições de vida, não há infra-estrutura adequada e consequentemente a economia é extremamente debilitada. Apenas 13% das terras da Faixa de Gaza são aráveis. Mesmo sem oferecer condições, a Faixa de Gaza é um dos territórios mais densamente povoados da Terra, conta com 1,4 milhões de habitantes no pequeno território referido anteriormente. Sua população é extremamente marcada pela religião islâmica, sendo mais de 99% dos habitantes fiéis muçulmanos. Entre estes se destaca ainda a soberania dos muçulmanos sunitas. O restante da população professa a fé cristã, mas não soma sequer 1% dos habitantes. A língua mais falada na Faixa de Gaza é o árabe, seguida pelo hebraico.
O território da Faixa de Gaza é extremamente conflituoso, é disputado e ocupado militarmente por outros países. Há um constante clima de tensão na região por causa de correntes conflitos. A região não é oficialmente reconhecida como parte integrante de algum país soberano, a Faixa de Gaza é toda cercada por muralhas nas divisas com Israel e com o Egito. A Autoridade Nacional Palestina, contudo, reivindica a região como território pertencente aos palestinos.
A inconsistência sobre quem é o verdadeiro dono do território da Faixa de Gaza gerou vários conflitos no local. Além disso, fazem parte do conflito as características religiosas dos habitantes do local, os quais se chocam principalmente com os israelenses. Israel, por sinal, ocupou militarmente a região entre junho de 1967 e agosto de 2005. Hoje ainda, Israel é o responsável pelo controle do espaço aéreo e do acesso marítimo à Faixa de Gaza.
No ano de 2007, em junho, um confronto armado envolvendo o Fatah e o Hamas transferiu o controle da Faixa de Gaza para o Hamas.

Jerusalém:
Os cartógrafos medievais situavam Jerusalém no centro do mundo e, para muita gente, a Cidade Velha continua a ser assim considerada. Para os Judeus, o Muro das Lamentações, parte do Segundo Templo, é o local mais sagrado de todos. Acima dele está o Domo da Rocha, o terceiro local mais importante no islamismo, de onde Maomé subiu aos céus. A poucos quarteirões dali, a Igreja do Santo Sepulcro assinala o local tradicional da crucificação, do enterro e da ressurreição de Jesus. Israel reivindica a cidade como sua capital eterna; já os palestinos a querem como capital de seu Estado.


Fontes (textos e imagens):

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Uma grande aventura (Dom Quixote)

A leitura desse livro pode ser um tanto tediosa pela linguagem em que o livro foi escrito, que é bem antiga e cheia de palavras que não conhecemos, mas a história continua sendo bem criativa, e com certeza ficaremos felizes ao ler um clássico da literatura.
Escrita por Miguel de Cervantes, é muitas vezes considerada o primeiro romance moderno. Além de ser um clássico da leitura, também é considerado um dos melhores romances já escritos.
Miguel de Cervantes foi um importante poeta, dramaturgo e novelista espanhol. Nasceu na cidade espanhola de Alcalá de Henares. Cervantes morreu na cidade de Madri, em 22 de abril de 1616. Considerado um dos maiores escritores da literatura espanhola, destacou-se pela novela, mundialmente conhecida, Dom Quixote de La Mancha. Suas principais obras são “Dom Quixote de La Mancha”, “Oito comédias e oito entremezes nunca antes representados”, “A Numancia”, “O trato de Argel”, “Os trabalhos de Persiles e Sigismunda”, “O cerco de Numancia” (peça de teatro) e “O ciumento de Extremadura”.
Em sua versão brasileira, é publicado pela editora Scipione e tem 134 páginas.
O livro conta a história de um pobre homem que vivia em uma pequena aldeia na Espanha. Ninguém sabia ao exato seu nome, se ele se chamava Dom Quixada ou Dom Quesano. Esse homem lia muitos livros sobre cavalaria, e sonhava em se tornar um grande cavaleiro também. Um dia, resolveu levar isso um pouco mais a sério, então, começou a procurar armaduras e cavalos. Quando finalmente estava preparado, foi a cavalaria para ser armado cavaleiro. Com o passar da história, Dom Quixote arruma um escudeiro, o Sancho Pança, com quem vive muitas aventuras emocionantes. 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Um turbilhão de sentimentos (Livro O Mistério do Apartamento Sorriso)


Ao ler esse livro sentimos muitas coisas. A leitura desse livro é surpreendente, sempre está acontecendo algo totalmente inesperado, o que torna a história curiosamente confusa, mas legal.
O livro está cheio de “contradições planejadas”. Quando você começa a chegar a uma conclusão do mistério, acontece algo que te faz mudar de ideia, e continuar lendo. O livro aparenta ficar mais interessante a cada parágrafo. É realmente uma pena que esse livro seja tão curto, tenha apenas 58 páginas, mas essas são suficientes para que o livro seja muito divertido.
O escritor desse livro, Pasqual Lourenço escreve livros infantis e juvenis. Já escreveu muitos livros que aparentam ser muito legais, como por exemplo “O Poodle que fugiu de casa”. Pasqual também já recebeu a maior premiação concedida ao gênero crianças, o Prêmio Narizinho, por sua peça “O Planeta dos Palhaços”.
 O livro “O Mistério do Apartamento Sorriso” conta a história de uma família que era muito feliz, por isso fora apelidada de “família sorriso” pelo síndico do prédio, o Zeca.
A família sorriso era constituída de 6 pessoas, a mãe, o pai e os quatro filhos. Tinha também a empregada, Juju, que estava lá desde quando o irmão mais velho era bebê. Em uma tarde, as quatro crianças, como sempre estavam na frente da televisão. De repente, Juju nota que tudo ficou mais silencioso. Quando foi ver, as crianças tinham sumido. Para investigar esse misterioso sumiço acontecem muitas coisas malucas, até que, milagrosamente, acham a maluca solução do caso.

Esse livro foi publicado pela editora Atual, e sua leitura é muito divertida. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Uma história infantil, mas muito bonitinha (Livro O Homem que Amava Caixas)

“O homem que Amava Caixas” é um livro infantil, mas confesso que quando fui ler para a minha irmã me apaixonei por ele. A história é muito fofa, pena que é pequena, mas não poderia esperar outra coisa de um livro infantil. Este tem 34 páginas, mas tem pouco texto em cada página, como todos os livros infantis.
O autor desse livro, Stephen Michael King escreve exclusivamente livros infantis. Stephen sofreu perda auditiva aos 8 anos, mas aos 13 ganhou um aparelho auditivo. Quando ele saiu da escola, quis encontrar a criança dentro dele novamente, e então começou a desenhar e escrever. Vive atualmente na costa leste da Austrália, em uma ilha, com sua esposa, seus dois filhos e alguns animais. Além de escrever livros, Stephen também os ilustra, e faz de seus livros verdadeiras obras de arte. Ele escreveu muitos livros de sucesso, como “Vira-Lata, “Você”, “Nunca, Jamais, em Tempo Algum” e “Pedro e Tina”.
O livro “O homem que Amava Caixas” foi o primeiro escrito por Stephen, e recebeu o prêmio Family Award for Children’s Books em 1996. Em sua versão brasileira, foi publicado pela editora Brinque•Book. Este é um livro muito especial, Stephen se inspirou na sua vida para escrevê-lo. “A história é sobre meu pai e eu, quando era criança e fiquei surdo. Eu tive vários problemas sociais, e minha relação com meu pai tinha acabado. Nossa comunicação era difícil em vários níveis. Naquele momento eu não percebi, só mais tarde, que ele estava se comunicando de outras maneiras, fazendo pequenas coisas para mim. Realmente, foi com trinta anos, olhando para trás, que eu percebi isso. Escrevi a história e fiz do pai um pai, e do menino uma jovem criança” disse Stephen.
O livro conta a história de um pai que amava caixas, grandes, pequenas, redondas, altas... De todos os tipos. O problema é que esse pai não sabia como demonstrar o amor pelo seu filho, até que um dia teve a ideia de construir várias coisas para seu filho com as caixas. Construía castelos e aviões que sempre voavam (a não ser, claro, que chovesse). Era só os amigos aparecerem que as caixas apareciam também, e todos brincavam muito. Todos riam desse pai, achavam que ele era maluco, mas ele nem ligava, pois havia encontrado uma forma especial de compartilhar o amor com seu filho. 

terça-feira, 9 de julho de 2013

Uma prazerosa leitura (livro Malu - O Guia Maravilhoso Para Todas as Coisas)


Infelizmente esse livro não conta uma história, o que prejudica o real objetivo de uma resenha, mas a leitura desse livro não deixa de ser agradável e divertida.
Esse livro foi originalmente publicado como “Trixie- Very Extremely Brilliant Guide To Everything” pela HarperCollins Publishers  na Austrália, mas a versão brasileira foi publicada pela editora Fundamento com o título de “Malu- O guia maravilhoso para todas as coisas”.
A escritora desse livro escreve exclusivamente livros juvenis. Ros Asquith nasceu no Reino Unido, mas atualmente vive em Londres, com seu marido e seus dois filhos. Ros já publicou muitos livros, aparentemente muito interessantes. O livro desse post (um livro muito legal) vem de uma coleção. São mais dois livros que, na versão brasileira se chamam “Malu e a incrível cadelinha artista” e “Malu e o pônei dos sonhos”, também publicados pela editora Fundamento.
O livro conta de forma engraçada várias situações comuns na vida de qualquer estudante, o que torna a leitura divertida e cada vez melhor. O formato em que o livro foi impresso também é interessante, já que o público-alvo ao qual o livro foi adequado (adolescente) tem o péssimo costume de não gostar de ler, e esse formato permite que o leitor pule algumas partes ou deixe para lê-las depois. Como se isso ainda não bastasse, o livro - para se adequar ainda mais ao público alvo - é curto, tem apenas 166 páginas, e ainda tem a linguagem simples, para tornar a leitura ainda mais fácil.
Esse é aparentemente um dos melhores livros para meninas de minha idade.


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Pensamentos


Essa postagem não é dedicada a um livro, mas continua sendo uma coisa que julgo ser interessante para postar aqui no blog. Eu criei recentemente alguns pensamentos, porém, não sei se a ideia em que eles se baseiam já são de autoria de outra pessoa. Isso é uma coisa complicada, algumas vezes até duvido que eu tenha a autoria dessas frases... É difícil acreditar que eu posso criar coisas do gênero, mesmo que talvez não tenha sido eu que criei isto. É uma coisa bastante confusa, mas peço que se em algum momento, alguém que estiver lendo essa postagem reconhecer a ideia do pensamento de algum outro já existente, que me comunique, será um grande favor.
Ainda tenho um pouco de dificuldade com a linguagem, as frases em minha opinião ainda estão pobres em vocabulário, espero com o tempo melhorar isto. Aqui estão elas:
*O grande só é realmente grande quando chega ao topo de forma honesta.
*Sejamos nós mesmos, e se merecermos, honrados seremos.
*O tempo não é a melhor forma de justiça, mas, muitas vezes, é a única realmente justa.
* Se você realmente errou, não tente justificar. A mentira é outro erro, e se um erro não se justifica, imagine dois.
*Não ligue para aqueles que riem de você. Se algum dia aquelas mentes amadurecerem, carregarão consigo a culpa, e o pior: Para o resto de suas vidas, a não ser que com esse amadurecimento venha a coragem, e com a coragem as desculpas, e com as desculpas o renascimento de duas novas vidas, dessa vez sem a mágoa e a culpa.
*Nunca jure nada, as coisas se modificam.

Esta última, meu amigo Iago (Que tem a linguagem bem mais rica que a minha) conseguiu dar uma melhoradinha na frase se baseando na minha ideia e acrescentando um pouco mais de filosofia. Ficou bem legal:
“Nunca jure algo que não poderá cumprir. A medida de alguém sempre é pela confiança em seus atos e palavras.”

Muitas vezes um pensamento precisa de um vocabulário rico, mas, por mais que eu tente, o meu vocabulário não é assim, mesmo eu lendo bastante... De qualquer forma continuarei tentando melhorar ele. 

O blog do Iago é este aqui:

domingo, 9 de junho de 2013

Um paradoxo sentimental (livro Todos Contra Dante)



É algo estranho sentir duas coisas ao mesmo tempo. Não existe algo mais confuso que isso, e não importa se é em relação ao amor, amizade, ou mesmo a uma série americana qualquer, sempre haverá uma verdadeira chuva de contradições. Se isso ocorre em detalhes tão corriqueiros, porque não aconteceria num livro? Todos Contra Dante, um livro escrito por Luís Dill (publicado pela Cia. Das Letras) nos leva exatamente a esse estado.
Para entender esses sentimentos, é necessário imaginar a grande marca da insegurança adolescente: o bullying. Chega a ser tedioso falar tanto sobre ele, mas infelizmente, é algo necessário, já que a ignorância ainda leva a atos absurdos. O livro baseia-se em fatos reais, e se você acredita que sofre na escola, não queira ler essa narrativa: ficará traumatizado.
Esse livro conta a história de Dante, um menino pertencente às camadas mais pobres da população de São Paulo. Ele sofria bullying, não somente pela sua classe social, mas pela sua aparência também. Chegou a ser agredido, e, inclusive, foi criada uma comunidade na internet para que o bullying acontecesse não só na escola, mas também nas redes sociais.
 A história é dura? Sim, mas também realista. É triste pensar num mundo onde pessoas fazem isso? Sim, mas o coração humano ainda é desse jeito.
O escritor desse livro provou ter uma profundidade, criatividade e senso de realidade muito aguçados (este último provavelmente por já ter trabalhado na imprensa). O formato do livro “Todos contra Dante” e sua temática jovem mostram o diferencial de Luís Dill, o que não diminui sua genialidade, afinal, quem já publicou mais de 30 livros, muitos deles premiados, como por exemplo “Tocata e Fuga” ou ”De carona  com nitro”, recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura nas categorias Conto e Juvenil e  já foi finalista do Prêmio Jabuti por quatro vezes, não é exatamente um qualquer...
O livro passa uma mensagem muito especial, porém, o seu formato não agrada a todos, já que, em toda a história é preciso voltar uma página para ler o que os links, porém, isso ainda não é defeito que impeça a história de ser interessante para os adolescentes. A capa é atrativa para os mesmos, e a linguagem cheia de gírias dá um toque especial à história. Outro fator que é relevante para que o público alvo seja atingido é o fato de que, quando comparado a outros livros, este é curto, tem apenas 95 páginas. Nessa idade é comum que os leitores sejam ‘preguiçosos’, então isso, de certa forma é mais um atrativo para a leitura desse livro.

“Todos contra Dante” é sim um bom livro, você provavelmente irá gostar de realizar essa prazerosa leitura. 

(Texto feito com o auxílio do Iago: http://sacudidordepalavra.blogspot.com.br/ )