segunda-feira, 20 de maio de 2013

Nó na garganta


Esse é outro livro que a capa não está atualizada (Novidade), mas a capa do livro que eu li é essa aqui do lado.  A biblioteca onde eu faço o empréstimo de livros tem, em sua grande maioria, livros antigos.

Esse livro conta a história de uma menina (Tânia), uma menina de 10 anos muito pobre. Ela era negra, e não gostava de quando as pessoas a tratavam como alguém diferente, como se ela fosse suja, ladra, etc. Ela morava em São Paulo, mas a família decidiu que iria se mudar para uma cidade de praia. Enquanto estavam descendo a serra Tânia pergunta do Genival, seu cavalinho de pau. Sua mãe diz que o Genival não coube no carro e ficou em São Paulo, mas que o pai dela iria construir outro para ela.
Tânia não começou bem na escola. Logo no primeiro dia, a professora chamou Tânia lá na frente para escrever palavras com a letra “A”, e dentre os desenhos que a menina fez estava um boi, a professora perguntou onde estava o “A” do boi, Tânia respondeu que estava na “arelha”, surgiu então um apelido, “Tâniarelha”.
Logo nos primeiros dias ela arrumou uma amiga, a Juliana, e, com muito custo foi almoçar na casa dela no dia em que a conheceu. Tânia ficou impressionada com a facilidade que Juliana tinha de abrir a geladeira e comer o que quisesse, com a diversidade de brinquedos e de roupas da menina.
Juliana era única amiga de Tânia, todos riam de Tânia por ela ser negra, o que a deixava extremamente triste, mas Juliana era diferente, Juliana defendia Tânia de todas as “brincadeiras”, inclusive das brincadeiras do seu próprio irmão, o Rafael.
Tânia então decidiu que era a hora certa de contar sobre seu plano secreto: Fazer uma cabaninha em um lugar bem escondido que ela havia descoberto alguns dias atrás. Juliana gostou, na tarde seguinte as duas foram construir a cabana.
Tânia visitava a cabana quase diariamente, e ia trazendo coisas interessantes, como por exemplo, tijolos que encontrou na praia para formar um quadrado e fazer uma churrasqueira, etc.
As férias de Julho se aproximavam, acompanhadas de suas festividades, e quermesses. Neste ano iria ter leilão, tinha várias coisas no leilão, tinham para leilão copos com emblemas do Corinthians, carrinhos de plástico, tábua de pão, uma lata de pêssegos em calda, uma infinidade de coisas, e, em uma posição de destaque: Uma boneca linda, avaliada no valor de 700 cruzeiros. A boneca foi o último item a ser leiloado, Tânia ficou na esperança de que seu pai entrasse nesse leilão. Os lances começaram com 50 cruzeiros, o pai de Tânia então deu 70, ela ficou muito feliz, o pai tinha entrado no leilão. Mas o pai de Juliana superou com 100, seu José (Pai de Tânia) ofereceu 110, o pai de Juliana 150, e assim continuou até os lances ultrapassarem o real valor da boneca, parecia que o leilão agora era para o prestígio do ganhador somente. O vencedor foi o pai de Juliana. A menina foi correndo para o palco pegar a boneca. Abriu a embalagem e abraçou a boneca, em seguida, levou para casa, sem deixar Tânia tocar, claro que ela ficou triste, mas a animação da festa era tanta que ela logo desemburrou e foi para a barraca de argolas. O maior prêmio, uma caixa de mágica, ainda estava esperando um sortudo. Quem acertasse o pino 8 levava, e foi Tânia quem levou esse prêmio, ela ficou muito feliz, mas sua felicidade acabou quando Juliana disse que o irmão dela tinha um quase igual esse, melhor do que o de Tânia. Rafael, irmão de Juliana então disse: Uma vez por ano escravo tem sorte! Todos riram, inclusive Juliana, ela não era bem o que Tânia pensava, no fundo ela era preconceituosa também. Tânia foi correndo para casa, guardar o jogo e chorar. Quando chegou em casa, sentou-se e começou a chorar. Depois de um tempo, foi ao banheiro e se olhou no espelho, ficou lá se observando por um bom tempo. Observou seus olhos pequenos, seus cílios grandes, o nariz, a boca, o cabelo solto de maria-chiquinha, e pensou: Puxa, como eu sou bonita!
Disse alto:
-Eu sou bonita, como eu sou bonita!

Eu achei esse livro bem interessante, embora o resumo careça de muitos detalhes (que não pude colocar senão viraria um novo livro, assim como o “resumo” do livro “O segredo do violinista” acidentalmente virou um livrinho).  
Peguei esse livro por ser da mesma coleção que o "Guardachuvando doideiras", confesso que foi decepcionante, mas a história não é das piores. Estou com outro livro aqui comigo dessa coleção, se chama "O canguru emprestado", também da Mirna Pinsky, logo postarei o resumo dele, iniciarei a leitura amanhã.

23 comentários:

  1. muito bom !! acabei de ler o livro e hoje tem prova sobre ele ... kkkk

    ResponderExcluir
  2. vocÊ esqueceu o detalhe da briga entre a tania e o rafael, a parte em que o pedrinho entra para ajudala e a juliana irma do rafael ajudar o seu irmao ... de resto esta muito bom !

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ah sim, é que na verdade é uma resenha, e não posso contar toda a história, desculpe! :)

      Excluir
  3. quando li o livro não entendi mais depois de ler seu resumo entendi

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu também tive um pouco de dificuldades para entender, tive que reler algumas partes... O livro é um pouquinho difícil mesmo

      Excluir
  4. Eu gostaria de saber como chama os personagens do livro!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Agora não vou lembrar exatamente, é tanto livro que já li que vou acabar confundindo personagens, mas tinha o Rafael, irmão da Juliana, a Juliana, claro, a Tania...

      Excluir
    2. ... Pedrinho, parece também Antônio, Luísa...

      Excluir
  5. Parabéns Luara gostei muito do seu resumo...vai ajudar a minha filha na prova dela também...continue lendooo muitoo!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que bom! Adoro quando posso ajudar pessoas a entender coisas para provas :)

      Excluir
  6. Excelente resumo. Me ajudou muito! Eu recomendo a todos!!!

    ResponderExcluir
  7. Adorei parabens me ajudou muito continue lendo bastante esse seu resumo me ajudou muito porque no meu colegio os professores mandam agente ler um livro e temos prova sobre ele MUITO OBRIGADA!!!!

    ResponderExcluir
  8. Li esse livro na escola à quase 40 anos atrás e nunca me esqueci dele...linda história

    ResponderExcluir
  9. respeito não tem cor,tem consciencia!

    ResponderExcluir